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Juventude

A Assembleia Geral da ONU definiu a juventude, pela primeira vez, em 1985 para o Ano Internacional da Juventude.
 
A Assembleia Geral, para fins estatísticos, definiu como jovens as pessoas entre os 15 e os 24 anos, sem prejuízo de outras definições dos Estados Membros.
 
No entanto, acrescentou que, para além da definição estatística do termo juventude, o sentido do termo variava em diferentes sociedades em todo o mundo e que as definições de juventude haviam mudado continuamente como resposta a flutuações das circunstâncias políticas, económicas e socioculturais.
 
No entanto, desde 1985, todos os serviços estatísticos do sistema das Nações Unidas têm utilizado a faixa etária 15-24 para a recolha de estatísticas mundiais sobre a juventude.
 
O conceito de juventude é um conceito em evolução. Actualmente, a política de juventude integra, normalmente, os seguintes domínios de intervenção:
  1. Educação e Formação
  2. Apoio Social
  3. Emprego e Inserção Profissional
  4. Cidadania
 
A Comissão Europeia lançou, recentemente, a Estratégia Europeia para a Juventude para o período 2010-2018, cujo lema é o seguinte:
Juventude – Investir e Mobilizar
 
A Estratégia da UE para a Juventude assenta no pressuposto de que os jovens devem poder tirar o máximo partido do seu potencial.
 
Isto é válido para todos, mas a ação deve destinar-se sobretudo aos mais desfavorecidos, dividida em duas vertentes:
  • Investir na Juventude: atribuir mais recursos ao desenvolvimento das áreas políticas que afetam a vida quotidiana dos jovens e melhorar o seu bem-estar.
  • Mobilizar a Juventude: promover o potencial dos jovens a favor da renovação da sociedade e dos valores e objectivos europeus.
 
A nova estratégia assenta em três objectivos primordiais, estreitamente correlacionados entre si, e com os previstos na Agenda Social Renovada, ou sejam:
  • Criar mais oportunidades educativas e profissionais para a juventude
  • Melhorar o acesso e a cabal participação de todos os jovens na sociedade
  • Fomentar a solidariedade mutua entre a sociedade em geral e os jovens
 
O documento “COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHO, AO PARLAMENTO EUROPEU, AO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU E AO COMITÉ DAS REGIÕES: Uma Estratégia da UE para a Juventude - Investir e Mobilizar - Um método aberto de coordenação renovado para abordar os desafios e as oportunidades que se colocam à juventude” pode ser consultado, na íntegra no item das Publicações.
Cada Estado-membro da UE desenvolve a sua própria política de juventude, tendo como enquadramento geral a política comunitária. Várias iniciativas têm sido desenvolvidas no domínio da Juventude, destacando-se as áreas da promoção dos intercâmbios culturais e na educação, bem como na promoção de oportunidades de emprego e de estágios profissionais.
Destaca-se aqui o acontecimento Braga – Capital Europeia da Juventude 2012, que se realiza em 2012 na cidade de Braga, em Portugal.
 
Pistas para uma Política da Juventude
Em nosso entender não há uma política de juventude integrada e estruturada, mas medidas de política dispersas. Neste sentido, e com vista a criar uma política de juventude, sugerimos algumas pistas que poderiam ser tidas em consideração pelas autoridades nacionais e comunitárias com responsabilidades em matéria de juventude:
 
1º - Integrar nos programas para a juventude os problemas dos jovens marginalizados, inadaptados e os de maior dificuldade;
2º - Desenvolver meios favorecedores da educação dos jovens para os valores essenciais da vida em sociedade;
3º - Apoiar as iniciativas dos jovens, incluindo as de tipo informal, nos âmbitos políticos, culturais, sociais e económicos (empresariais);
4º - Intensificar e apoiar a mobilidade e os intercâmbios internacionais (europeus);
5º - Motivar à participação dos jovens na utilização das novas tecnologias, fomentando programas e ações de teor educativo (formal, não-formal) e professional;
6º - Promover a vida associativa (participação dos jovens) em todos os setores da vida social;
7º - Fornecer apoios às distintas atividades e projetos dos jovens orientadas e/ou geridas desde a Escola e das autarquias locais;
8º - aproximar as políticas de juventude à complexidade social e económica, dando uma resposta global aos reais problemas dos jovens, o que requer que sejam políticas articuladas com a política social e económica do Estado, mais descentralizadas e com maiores recursos financeiros.
 

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